Veio então uma brisa soar conhecida aos seus ouvidos.
Não sabia por quanto tempo tinha esperado; era sangue aquilo em seus joelhos?
Abriu os olhos e não reconheceu nada. Abriu a bussola,
mas estava quebrada. Seu coração parecia seco e doía, mas pelo menos sabia que
estava viva. Fora isso, não sentia mais nada. Nem a brisa.
Sem saber onde estava e sem abrigo, sentiu o coração enfraquecer ainda mais quando se perguntou o que estava fazendo. Perdera tudo: nem uma alma
conhecida ou uma moeda de cobre no bolso. Pior, não sabia pra onde ir.
Arriscou
um primeiro passo e descobriu uma cidade caída ao seu redor. Milhares de
seres estranhos, mas iguais entre si, com olhos vazios. Eles não pareciam
ter consciência das coisas ao seu redor. Caminhou até um deles e tentou pedir
ajuda. Nada. Perdera tudo, tudo mesmo, até sua voz. Chacoalhou várias pessoas ao seu redor para chamar-lhes a atenção e não teve sucesso
algum, era como se ela não existisse.
De
repente, não se sabe como, estava sendo amarrada com um uniforme. Nem o tempo
parecia passar da mesma forma ali. Colocaram-na numa casa com comida e água corrente, mas só
uniformes pra vestir. Não sabia onde estava sua espada, mas todo dia alguém lhe
tratava os joelhos enquanto dormia.
O
problema era que cada vez que lhe curavam os joelhos, a jogavam de volta, e
tudo se repetia. Lutava a mesma guerra, agora sem nem espada, e no final de
cada uma acordava no mesmo lugar, com uma nova cicatriz.