sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Um grito por ajuda, pt 2

Veio então uma brisa soar conhecida aos seus ouvidos. Não sabia por quanto tempo tinha esperado; era sangue aquilo em seus joelhos?

Abriu os olhos e não reconheceu nada. Abriu a bussola, mas estava quebrada. Seu coração parecia seco e doía, mas pelo menos sabia que estava viva. Fora isso, não sentia mais nada. Nem a brisa.

Sem saber onde estava e sem abrigo, sentiu o coração enfraquecer ainda mais quando se perguntou o que estava fazendo. Perdera tudo: nem uma alma conhecida ou uma moeda de cobre no bolso. Pior, não sabia pra onde ir.

Arriscou um primeiro passo e descobriu uma cidade caída ao seu redor. Milhares de seres estranhos, mas iguais entre si, com olhos vazios. Eles não pareciam ter consciência das coisas ao seu redor. Caminhou até um deles e tentou pedir ajuda. Nada. Perdera tudo, tudo mesmo, até sua voz. Chacoalhou várias pessoas ao seu redor para chamar-lhes a atenção e não teve sucesso algum, era como se ela não existisse.

De repente, não se sabe como, estava sendo amarrada com um uniforme. Nem o tempo parecia passar da mesma forma ali. Colocaram-na numa casa com comida e água corrente, mas só uniformes pra vestir. Não sabia onde estava sua espada, mas todo dia alguém lhe tratava os joelhos enquanto dormia.

O problema era que cada vez que lhe curavam os joelhos, a jogavam de volta, e tudo se repetia. Lutava a mesma guerra, agora sem nem espada, e no final de cada uma acordava no mesmo lugar, com uma nova cicatriz.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Um grito por ajuda

Bate o desespero,
bate a solidão.
bate todos os sentimentos que seguem "Can you hear me, Major Tom?"

Depois de muitos, um ultimo som de espada caindo.
Ouço os joelhos baterem no chão.
A respiração cansada, ofega, para, ofega mais rapido. Misturada a grunhidos, segue parando e acelerando. Até que diminui.

O sofrimento parece diminuir junto, mas não. Não é paz que reflete em seus olhos, é nada. Não ha reflexo
Não ha brilho
Só o desespero
que bate.

Ela fecha os olhos, tenta segurar...
e espera.


Anonimos, socorro.